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CURSOS PARA ADOLESCENTES NA CENTRAL SAINT MARTINS

Com o objetivo de apresentar e preparar os alunos para cursos de Graduação, os colleges da UAL desenvolveram uma modalidade especial de cursos de curta duração (os chamados Short Courses) voltada apenas para adolescentes (até 18 anos).

Esses cursos são ideais para quem busca desenvolver habilidades específicas, já de olho nos programada de graduação das Universidade, ou querem conhecer um pouco mais sobre cada área de estudo antes de decidir seu futuro acadêmico.

Criar um portfolio ou preparar uma peça de trabalho para ser apresentada durante o processo seletivo para os cursos de gradução é algo desafiador, especialmente para um público tão jovem. Os profissionais da universidade responsáveis pelo processo seletivo levem em conta não só currículo e habilidades, mas também aquele fator diferencial, que torna cada estudante único. E esse é também um dos objetivos desses short courses: despertar esse fator em cada aluno.

 

Na Central Saint Martins, por exemplo, há opções disponíveis para diversas áreas durante todo o ano: de Moda a Artes. Para saber mais sobre os cursos oferecidos, clique aqui ou entre em contato com a gente (info@languagepartners.co.uk)

CREATIVE STAR – MELISSA JORDAN

Em Outubro daremos início ao novo processo seletivo para os colleges da University of the Arts London (UAL).  Por isso, este mês, conversamos com uma Creative Star que acaba de concluir o MA em Design (Jewellery) na Central Saint Martins. Abaixo, Melissa Jordan conta um pouco mais sobre sua experiência na universidade e sobre seu incrível trabalho.

LP – O que levou você a querer estudar na UAL? Como conheceu a Universidade?

Melissa – Eu já havia ouvido falar que era uma das melhores faculdades de Moda e sempre tive o desejo de fazer algum curso. Em 2013, eu e uma amiga decidimos fazer o curso de verão Fashion Design – Summer Study Abroad e me encantei com a faculdade.  Quando voltei para o Brasil, tinha o sonho de fazer uma pós-graduação ou mestrado depois que acabasse minha graduação no Rio de Janeiro, onde me formei em Design de Moda na PUC-Rio. Foi na PUC que conheci a Renata Estefan, que na época já estava estudando lá e tinha ido à universidade para falar aos alunos sobre a faculdade e oferecer um curso de preparação de portfolio com os mesmo requisitos que os da Central Saint Martins. Fiz os dois primeiros cursos com a Renata, Portfolio Course e o Fashion Thinking in 3D. A Renata é uma excelente professora e fazer o curso dela abriu minha cabeça e me mostrou um novo tipo de metodologia que não é ensinado nas faculdade de Moda do Brasil. Aprendi muito  e já pude sentir um pouco o ritmo intenso de trabalho que os alunos da Central Saint Martins precisam ter. Foi um período de muito aprendizado e trabalho.

LP -Como foi o processo seletivo para o curso?

Melissa – O processo de seleção durou alguns meses. É preciso entregar uma série de documentos. A Language Partners foi essencial nesse processo, eles me ajudaram em tudo. É preciso ter uma carta de recomendação, uma proposta de projeto, uma carta de apresentação pessoal, portfolio, etc. Após todos os documentos serem entregues, a última etapa é a entrevista. Me lembro que fiz por Skype e fiquei super nervosa. Minha entrevista foi com dois professores, Simon Fraser e a Dr. Ulrike Oberlack. A enrevista durou em torno de 40 minutos e as perguntas variam de acordo com a proposta de projeto do candidato (cada aluno precisa apresentar uma ideia que será elaborada durante os dois anos de curso). Além disso, eles analisam seu comportamento e sua maneira de apresentar e argumentar suas ideias. No final da entrevista, eles me deram a notícia que havia sido aceita e foi a melhor sensação da minha vida! Foi um momento único.

LP -Que dica sobre o curso você daria para um estudante que esteja pensando em seguir o mesmo caminho?

Melissa – Pode ser até clichê, mas minha dica seria procurar ser você mesmo e descobrir sua identidade como designer. O curso preza muita pela identidade de cada aluno e valoriza a individualidade . Minha turma tinha pessoas de 12 países diferentes e era visível  como cada cultura tem um pensamento diferente e como nosso “background” influencia nossas criações. Outro dica é estar preparado para curtos prazos de entrega e intensa quantidade de trabalho, é preciso ser bastante organizado, produtivo e ter força para enfrentar momentos de stress e ansiedade. Eles vão estar todo momento testando sua capacidade e desafiando você a dar o seu melhor. Não leve as críticas de maneira negativa, mas sim como uma forma de aprendizado, pois muitas das vezes são elas que irão te levar para seu maior nível de criatividade e você irá se surpreender com os resultados.

LP -Você poderia nos contar um pouco mais sobre o seu trabalho?

Melissa – Minha coleção final se chama Peppy, um adjetivo em inglês que significa algo alto-astral, animado. Eu sempre fui uma pessoa muito positiva e otimista e isso tem muita relação com a cultura brasileira. Somos considerados um povo simpático e alegre pelo mundo. Desenvolvendo a coleção, eu decidi traduzir esse caráter e os valores relacionados a felicidade, esperança e alegria através das cores nas pedras. Outro ponto da coleção foi usar a brincadeira como elemento-chave. Os anéis podem ser pendurados nas argolas e as pulseiras podem ser usadas como brincos também. Esse poder de escolha e versatilidade das peças, traz um atmosfera divertida e possibilita o usuário de escolher como ele quer utilizar a joia.

Acredito que consegui traduzir essas características através das joias e fiquei muito feliz com a resposta do público e claro com o resultado do trabalho.

LP – Quais são os planos para o futuro?

Melissa – Ainda estou pensando no futuro, muitas portas estão se abrindo e ainda estou na dúvida sobre o que fazer. Tenho o sonho de abrir meu próprio negócio, porém ainda não tive a oportunidade de ter uma experiência no mercado aqui de fora, já que esses dois anos de curso não tinha como conciliar trabalho e estudo. Por isso, quero trabalhar por algum tempo em alguma empresa e futuramente abrir meu próprio negócio. Ou tentar fazer as duas coisas ao mesmo tempo, não sei, ainda está incerto.

Para conhecer e acompanhar o trabalho da Melissa, confira: www.bymelissajordan.com e siga a marca dela no Instagram @bymelissajordan

CREATIVE STAR DO MÊS: FELIPE CORCIONE

O Creative Star do mês de Junho é o Felipe Corcione. Ele fez cursou nada menos do que Orientation em Art and Design na Central Saint Martins, em seguida Foundation em Art and Design na Camberwell College of Arts, logo após BA (Hons) em Fine Arts na Chelsea College Of Arts And Design. E agora prepara-se para ingressar no BA (Hons) de Ceramic Design da Central Saint Martins. 

Com um trabalho e currículo invejáveis, não é à toa que Felipe já foi convidado para expor seu trabalho em diversos eventos em Londres. Aqui, ele conta um pouco mais de sua experiência na cidade e nos colleges da UAL.

LP – O que levou você a querer estudar UAL? Como conheceu a universidade?

Felipe – Com a ajuda da Language Partners em 2011, vim para Londres por um mês (aproximadamente), pela segunda vez, com o propósito de estudar inglês e Artes. Fiz este curso em uma das unidades da UAL, a Chelsea College of Arts e foi então que eu me apaixonei pelo Campus.
Acredito que a decisão de querer fazer uma graduação na UAL foi uma junção de fatores. Sempre me interessei pelo meio criativo e sabia que isso seria minha jornada. Tive muita sorte por minha mãe e meu pai acatarem essa escolha, e sou muito grato por isso. Foi então que meu pai, antes do início do processo todo, foi atrás de mais informações e conversando com outros artistas e pessoas da área, foi descoberta a Central Saint Martins como primeira opção para a faculdade. Através dela, foi investigado mais a fundo a universidade e todo o complexo que é a UAL, inclusive que esta pertencia à um rank de alto prestigio das universidades mundiais, estando entre as cinco melhores do mundo em 2017, o ano em que me graduei em Fine Arts.
LP – Como foi o processo seletivo para o curso?
Felipe – Tudo começou com auxílio da Language Partners para conseguir a entrevista com a avaliadora que poderia fazer a oferta para dar início ao processo de visto, como também auxílio na língua para a ida a Londres. Ja com a oferta em mãos, foi solicitado como pré-requisito que o Orientation fosse feito, algo que só notaria o quão importante foi após a conclusão. Umas das razões principais da importância dessa primeira etapa, até então desconhecida, foi uma percepção de Londres muito maior, um primeiro contato com outros alunos internacionais e por consequência um conhecimento inicial incrível de diversas culturas, e principalmente, uma percepção real do que é Arte e do que pode ser Arte. A partir daí fui direto para o Foundation e pós a conclusão deste período onde temos literalmente a base para outros cursos da universidade, houve uma entrevista direta interna para o BA com os coordenadores dos cursos de todos os campus da UAL. 
LP – Que dica sobre o curso você daria para um estudante que esteja pensando em seguir o mesmo caminho?
Felipe – Seja persistente, seja apaixonado, tenha a mente aberta para ser surpreendido.
LP – Você poderia nos contar um pouco mais sobre o seu trabalho? 
Felipe – De maneira geral, em termos de discussão e conceito, meu corpo de trabalho sempre refletiu questões ligadas às noções de gênero, sexualidade, estética e esteriótipos impostos em nossa sociedade atual. Prezo muito também pela técnica e as escolas de arte no período da Idade Moderna (Renascimento até Neo Classicismo) são minhas maiores referências e inspirações. 
Durante o curso de graduação descobri a cerâmica, que acabou se tornando minha principal mídia de trabalho. Recentemente minhas últimas esculturas foram expostas na Leyden Gallery, em Londres. Um trabalho que foi revisitado e trouxe mais elaboração em sua forma trazendo a desconstrução da noção de masculinidade e sua interconexão com a questão O que é ser homem, o senso de masculinidade no nosso contexto social. Tendo a cerâmica como material principal, o desafio foi trazer ao expectador a experiência visual e o “confronto” com o pênis, utilizando de todos os artifícios ornamentais na peça e também colocando em debate o pênis per se como ornamento. Além disso, o material por si só ajuda a trazer a delicadeza e fragilidade da genitália e ao mesmo tempo tende a retirar o poder do falo, depositado nele historicamente através de contextos sociais, psicológicos, filosóficos e supersticiosos.
LP- Quais são seus planos para o futuro? 
Felipe – Para um objetivo mais próximo e concreto, continuar minha formação acadêmica concluindo o BA em Cerâmica na Central Saint Martins onde já fui aceito para iniciar o curso neste ano. Logo em seguida realizar um MA em Vidro e Cerâmica na Royal College of Arts. Quero também continuar produzindo e me especializando pois um dos grandes objetivos meus é conseguir uma residência no Victoria & Albert Museum, mas sei que o caminho até lá não será de poucos esforços e conhecimento, muito menos curto. 
Para saber mais sobre o trabalho do Felipe:

website:www.artfcorcione.com

instagram: @art.f.corcione