CREATIVE STAR – MELISSA JORDAN

Em Outubro daremos início ao novo processo seletivo para os colleges da University of the Arts London (UAL).  Por isso, este mês, conversamos com uma Creative Star que acaba de concluir o MA em Design (Jewellery) na Central Saint Martins. Abaixo, Melissa Jordan conta um pouco mais sobre sua experiência na universidade e sobre seu incrível trabalho.

LP – O que levou você a querer estudar na UAL? Como conheceu a Universidade?

Melissa – Eu já havia ouvido falar que era uma das melhores faculdades de Moda e sempre tive o desejo de fazer algum curso. Em 2013, eu e uma amiga decidimos fazer o curso de verão Fashion Design – Summer Study Abroad e me encantei com a faculdade.  Quando voltei para o Brasil, tinha o sonho de fazer uma pós-graduação ou mestrado depois que acabasse minha graduação no Rio de Janeiro, onde me formei em Design de Moda na PUC-Rio. Foi na PUC que conheci a Renata Estefan, que na época já estava estudando lá e tinha ido à universidade para falar aos alunos sobre a faculdade e oferecer um curso de preparação de portfolio com os mesmo requisitos que os da Central Saint Martins. Fiz os dois primeiros cursos com a Renata, Portfolio Course e o Fashion Thinking in 3D. A Renata é uma excelente professora e fazer o curso dela abriu minha cabeça e me mostrou um novo tipo de metodologia que não é ensinado nas faculdade de Moda do Brasil. Aprendi muito  e já pude sentir um pouco o ritmo intenso de trabalho que os alunos da Central Saint Martins precisam ter. Foi um período de muito aprendizado e trabalho.

LP -Como foi o processo seletivo para o curso?

Melissa – O processo de seleção durou alguns meses. É preciso entregar uma série de documentos. A Language Partners foi essencial nesse processo, eles me ajudaram em tudo. É preciso ter uma carta de recomendação, uma proposta de projeto, uma carta de apresentação pessoal, portfolio, etc. Após todos os documentos serem entregues, a última etapa é a entrevista. Me lembro que fiz por Skype e fiquei super nervosa. Minha entrevista foi com dois professores, Simon Fraser e a Dr. Ulrike Oberlack. A enrevista durou em torno de 40 minutos e as perguntas variam de acordo com a proposta de projeto do candidato (cada aluno precisa apresentar uma ideia que será elaborada durante os dois anos de curso). Além disso, eles analisam seu comportamento e sua maneira de apresentar e argumentar suas ideias. No final da entrevista, eles me deram a notícia que havia sido aceita e foi a melhor sensação da minha vida! Foi um momento único.

LP -Que dica sobre o curso você daria para um estudante que esteja pensando em seguir o mesmo caminho?

Melissa – Pode ser até clichê, mas minha dica seria procurar ser você mesmo e descobrir sua identidade como designer. O curso preza muita pela identidade de cada aluno e valoriza a individualidade . Minha turma tinha pessoas de 12 países diferentes e era visível  como cada cultura tem um pensamento diferente e como nosso “background” influencia nossas criações. Outro dica é estar preparado para curtos prazos de entrega e intensa quantidade de trabalho, é preciso ser bastante organizado, produtivo e ter força para enfrentar momentos de stress e ansiedade. Eles vão estar todo momento testando sua capacidade e desafiando você a dar o seu melhor. Não leve as críticas de maneira negativa, mas sim como uma forma de aprendizado, pois muitas das vezes são elas que irão te levar para seu maior nível de criatividade e você irá se surpreender com os resultados.

LP -Você poderia nos contar um pouco mais sobre o seu trabalho?

Melissa – Minha coleção final se chama Peppy, um adjetivo em inglês que significa algo alto-astral, animado. Eu sempre fui uma pessoa muito positiva e otimista e isso tem muita relação com a cultura brasileira. Somos considerados um povo simpático e alegre pelo mundo. Desenvolvendo a coleção, eu decidi traduzir esse caráter e os valores relacionados a felicidade, esperança e alegria através das cores nas pedras. Outro ponto da coleção foi usar a brincadeira como elemento-chave. Os anéis podem ser pendurados nas argolas e as pulseiras podem ser usadas como brincos também. Esse poder de escolha e versatilidade das peças, traz um atmosfera divertida e possibilita o usuário de escolher como ele quer utilizar a joia.

Acredito que consegui traduzir essas características através das joias e fiquei muito feliz com a resposta do público e claro com o resultado do trabalho.

LP – Quais são os planos para o futuro?

Melissa – Ainda estou pensando no futuro, muitas portas estão se abrindo e ainda estou na dúvida sobre o que fazer. Tenho o sonho de abrir meu próprio negócio, porém ainda não tive a oportunidade de ter uma experiência no mercado aqui de fora, já que esses dois anos de curso não tinha como conciliar trabalho e estudo. Por isso, quero trabalhar por algum tempo em alguma empresa e futuramente abrir meu próprio negócio. Ou tentar fazer as duas coisas ao mesmo tempo, não sei, ainda está incerto.

Para conhecer e acompanhar o trabalho da Melissa, confira: www.bymelissajordan.com e siga a marca dela no Instagram @bymelissajordan

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