CREATIVE STAR DO MÊS: FELIPE CORCIONE

O Creative Star do mês de Junho é o Felipe Corcione. Ele fez cursou nada menos do que Orientation em Art and Design na Central Saint Martins, em seguida Foundation em Art and Design na Camberwell College of Arts, logo após BA (Hons) em Fine Arts na Chelsea College Of Arts And Design. E agora prepara-se para ingressar no BA (Hons) de Ceramic Design da Central Saint Martins. 

Com um trabalho e currículo invejáveis, não é à toa que Felipe já foi convidado para expor seu trabalho em diversos eventos em Londres. Aqui, ele conta um pouco mais de sua experiência na cidade e nos colleges da UAL.

LP – O que levou você a querer estudar UAL? Como conheceu a universidade?

Felipe – Com a ajuda da Language Partners em 2011, vim para Londres por um mês (aproximadamente), pela segunda vez, com o propósito de estudar inglês e Artes. Fiz este curso em uma das unidades da UAL, a Chelsea College of Arts e foi então que eu me apaixonei pelo Campus.
Acredito que a decisão de querer fazer uma graduação na UAL foi uma junção de fatores. Sempre me interessei pelo meio criativo e sabia que isso seria minha jornada. Tive muita sorte por minha mãe e meu pai acatarem essa escolha, e sou muito grato por isso. Foi então que meu pai, antes do início do processo todo, foi atrás de mais informações e conversando com outros artistas e pessoas da área, foi descoberta a Central Saint Martins como primeira opção para a faculdade. Através dela, foi investigado mais a fundo a universidade e todo o complexo que é a UAL, inclusive que esta pertencia à um rank de alto prestigio das universidades mundiais, estando entre as cinco melhores do mundo em 2017, o ano em que me graduei em Fine Arts.
LP – Como foi o processo seletivo para o curso?
Felipe – Tudo começou com auxílio da Language Partners para conseguir a entrevista com a avaliadora que poderia fazer a oferta para dar início ao processo de visto, como também auxílio na língua para a ida a Londres. Ja com a oferta em mãos, foi solicitado como pré-requisito que o Orientation fosse feito, algo que só notaria o quão importante foi após a conclusão. Umas das razões principais da importância dessa primeira etapa, até então desconhecida, foi uma percepção de Londres muito maior, um primeiro contato com outros alunos internacionais e por consequência um conhecimento inicial incrível de diversas culturas, e principalmente, uma percepção real do que é Arte e do que pode ser Arte. A partir daí fui direto para o Foundation e pós a conclusão deste período onde temos literalmente a base para outros cursos da universidade, houve uma entrevista direta interna para o BA com os coordenadores dos cursos de todos os campus da UAL. 
LP – Que dica sobre o curso você daria para um estudante que esteja pensando em seguir o mesmo caminho?
Felipe – Seja persistente, seja apaixonado, tenha a mente aberta para ser surpreendido.
LP – Você poderia nos contar um pouco mais sobre o seu trabalho? 
Felipe – De maneira geral, em termos de discussão e conceito, meu corpo de trabalho sempre refletiu questões ligadas às noções de gênero, sexualidade, estética e esteriótipos impostos em nossa sociedade atual. Prezo muito também pela técnica e as escolas de arte no período da Idade Moderna (Renascimento até Neo Classicismo) são minhas maiores referências e inspirações. 
Durante o curso de graduação descobri a cerâmica, que acabou se tornando minha principal mídia de trabalho. Recentemente minhas últimas esculturas foram expostas na Leyden Gallery, em Londres. Um trabalho que foi revisitado e trouxe mais elaboração em sua forma trazendo a desconstrução da noção de masculinidade e sua interconexão com a questão O que é ser homem, o senso de masculinidade no nosso contexto social. Tendo a cerâmica como material principal, o desafio foi trazer ao expectador a experiência visual e o “confronto” com o pênis, utilizando de todos os artifícios ornamentais na peça e também colocando em debate o pênis per se como ornamento. Além disso, o material por si só ajuda a trazer a delicadeza e fragilidade da genitália e ao mesmo tempo tende a retirar o poder do falo, depositado nele historicamente através de contextos sociais, psicológicos, filosóficos e supersticiosos.
LP- Quais são seus planos para o futuro? 
Felipe – Para um objetivo mais próximo e concreto, continuar minha formação acadêmica concluindo o BA em Cerâmica na Central Saint Martins onde já fui aceito para iniciar o curso neste ano. Logo em seguida realizar um MA em Vidro e Cerâmica na Royal College of Arts. Quero também continuar produzindo e me especializando pois um dos grandes objetivos meus é conseguir uma residência no Victoria & Albert Museum, mas sei que o caminho até lá não será de poucos esforços e conhecimento, muito menos curto. 
Para saber mais sobre o trabalho do Felipe:

website:www.artfcorcione.com

instagram: @art.f.corcione

 

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